É que o leitor ao compor sua leitura usa o escritor como testemunha do fato literário. Portanto, o final inconcluso é não apenas ausência do escritor, mas sua ausenciação. O que modifica a experiência literária para além de uma mera aindanidade ou reticência, seja essa trágica ou cômica e talvez por isso mesmo se faça uma tragicomédia tensa que deixa tanto a face de tragédia quanto comédia (seja a comédia da felicidade ou do rir) a se definir.
Entretanto, nisso fica evidente outro aspecto: Que o escritor que faz finais inconclusivos possa ter o leitor que compõe a leitura como elemento da composição do objeto legível.
Seria essa então a possibilidade e potencialidade da literatura? Essa relação de escritor e leitor que vai se transformando e se mantendo transgeracionalmente?
Eis as questões...
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